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quinta-feira, 21 de julho de 2016

Atletismo russo está fora dos Jogos e exclusão total do país ganha força


Atletas russos como Isinbayeva(centro) estão fora dos Jogos Olímpicos
Das agências internacionais

Acabou o sonho de Yelena Isinbayeva. A 'Czarina' não poderá buscar o tricampeonato olímpico no salto com vara nos Jogos do Rio de Janeiro após o Tribunal Arbitral do Esporte (TAS) confirmar a suspensão do atletismo russo de todas as competições internacionais.

Na verdade, a decisão do TAS abre caminho para uma decisão ainda mais drástica: o Comitê Olímpico Internacional (COI) não descarta excluir o país como um todo, por conta de mais um relatório bombástico divulgado na segunda-feira pela Associação Mundial Antidoping (Wada).

O relatório McLaren divulgou mais detalhes sórdidos sobre o "sistema de doping de Estado" na Rússia, com ajuda dos "mágicos" do FSB, os serviços secretos do Kremlin, descendentes da KGB.

Poucas horas depois da decisão do TAS, um porta-voz do COI informou à AFP que sua comissão executiva se reunirá no domingo, através de uma conferência telefônica de seus representantes. Na quarta-feira, a entidade tinha estabelecido um prazo de sete dias para tomar uma decisão final. Ou seja, deve bater o martelo até o dia 27 de julho, apenas nove dias antes do início dos Jogos.

Tudo indicava que o COI queria esperar a decisão do TAS para se pronunciar. O tribunal rejeitou o recurso da Rússia, deixando a 'opção nuclear' da exclusão total dos esportistas do país cada vez mais provável.

O certo é que a pista de atletismo do Engenhão não terá estrelas como Isinbayeva ou Sergey Shubenkov, atual campeão dos 110 m com barreiras. A decisão do TAS confirmou a suspensão decretada pela Federação Internacional de Atletismo (IAAF) em novembro, depois de outro relatório da WADA sobre "doping organizado" no país.

"O júri do TAS confirma a validade da decisão da IAAF segundo a qual os atletas e a federação nacional (russa) ficam suspensos e não podem ser selecionados para as competições sob a organização da IAAF", sentenciou o tribunal baseado em Lausanne, na Suíça.


O presidente da IAAF, o britânico Sebastian Coe, elogiou a decisão do tribunal, mas não saiu comemorando. "Embora consideremos que nossas regras e nosso poder de aplicar nossas regras tenham sido apoiados, não é um dia para fazer declarações triunfalistas", disse o dirigente.

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