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terça-feira, 19 de julho de 2016

Tocha Olímpica chega a Franca, celeiro do basquete brasileiro


O Revezamento da Tocha Olímpica Rio 2016 se encaminhou para Franca, começando o dia em Sertãozinho e passando por Jaboticabal, Bebedouro e Barretos.




O 78º dia iniciou em Sertãozinho, no Centro Olímpico Maria Zeferina, onde alunos das escolas da cidade fizeram coreografias vestidos com as cores dos aros Olímpicos, ao som da bateria Reage. Na Praça 21 de Abril, houve a apresentação do Núcleo de Dança da prefeitura.

Atleta que dá nome ao Centro, a ex-maratonista Maria Zeferina Baldaia conduziu a chama Olímpica na cidade. Foi nos canaviais que ela começou sua vida na corrida, em uma gincana da escola que ganhou. Depois disso, foram longos 15 anos até vencer a São Silvestre e ganhar destaque no Brasil. "Este ano eu queria muito ter ido para os Jogos Rio 2016, mas infelizmente, apesar de tentar muito, não consegui o índice. Hoje me sinto com uma medalha no pescoço", afirmou.

Estudantes da escola Lar Santo André abriram passagem para a chama Olímpica em Jaboticabal. A banda de marchinhas Centopeia tocou Vida de Viajante, música de Luiz Gonzaga, tema do revezamento.

Mesmo depois de completar 80 anos, Therezinha Martucci não quer saber de ficar parada. Com uma coleção de mais de 200 troféus e medalhas conquistadas em maratonas, ao longo de 20 anos, ela ainda corre e trabalha todos os dias. "Faço questão de ter uma vida ativa. A corrida me deu tudo. Mesmo quando ouvi de um médico que nunca mais andaria, após um problema no joelho, não perdi a fé. Hoje, estou aqui vivendo esse momento histórico", contou.

A Estação Cultura de Bebedouro, a antiga estação de trem, abriga o Museu do Ferroviário e estava cheia para o revezamento. Capoeiristas do Instituto Kazuá se apresentaram no local. As misses mirins Ketelin, Maria Isabella, Allana e Stephanie também acompanharam o revezamento. A Orquestra Sinfônica de Barretos recebeu a chama na cidade. A folia de reis também foi apresentada para o público que foi às ruas.

Um dos destaques da passagem da chama Olímpica por Barretos foi o ex-jogador de futebol Reinaldo Simão. Depois de rodar o mundo, Simão destacou a alegria do povo brasileiro como principal diferencial dos Jogos Rio 2016. "Nenhum dos lugares pelos quais passei tinham a alegria, a felicidade e o carisma do brasileiro. Vimos isso na Copa do Mundo e, nos Jogos Olímpicos, será maior ainda, porque teremos atletas e torcedores de todos os esportes, não só do futebol", falou.

O ginásio Pedro Morila Fuentes, o Pedrocão, ficou lotado pra receber a tocha Olímpica, em Franca. O basquete está no sangue da família Garcia. Hélio Rubens, Helinho e Fransergio Garcia(pai, filho e tio), conduziram a chama Olímpica na cidade conhecida por ser celeiro do esporte no Brasil. "O basquete é a nossa tradição de família, foi passando de pai para filho, de irmão para irmão. Acho que o grande segredo de Franca é o investimento nas categorias de base, por isso temos tantos bons jogadores formados aqui", contou Helinho.

Quem fechou a passagem da chama Olímpica por Franca foi Hélio Rubens, que acumula vitórias como jogador e técnico da Seleção Brasileira. Entre elas, as medalhas de ouro dos Jogos Pan-americanos Cali 1971 como jogador, e em Winnipeg 1999 como técnico. "Comecei no esporte considerado 'velho', com 26 anos. Me dediquei ao máximo e até os 35 anos. Fui considerado o melhor jogador brasileiro. Uma dica que dou sempre aos meus atletas é que não desistam e se empenhem muito. O esforço vale a pena", afirmou.

Nesta terça-feira (19), 145 pessoas conduziram a tocha Olímpica, em cinco diferentes cidades: Sertãozinho, Jaboticabal, Bebedouro, Barretos e Franca. O comboio totalizou 350 quilômetros de deslocamento total. Amanhã, o revezamento segue para as cidades de Rio Claro, Limeira, Americana e Campinas.

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