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quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Chama Olímpica chega ao Rio de Janeiro para primeira parte de revezamento


Cristo Redentor será um dos cartões postais visitados
A dois dias da Cerimônia de Abertura dos Jogos Rio 2016, nesta quarta-feira (3), a tocha Olímpica Rio 2016 chega ao Rio de Janeiro ao cruzar a Baía de Guanabara em um barco tripulado por sete medalhistas brasileiros da vela. Essa travessia histórica homenageia o esporte que mais conquistou medalhas para o país e exalta a beleza exuberante da cidade-sede, destino final de uma jornada de 20 mil quilômetros e 100 mil milhas áreas por 325 cidades de todo o país.

A chama Olímpica será acendida em Niterói no centenário veleiro Aileen, que participou da conquista da prata nos Jogos de Estocolmo em 1912.  Na sequência, embarca no veleiro Lady Lu e segue para o Rio. Nele, a chama Olímpica será protegida pelos velejadores Torben Grael, Lars Grael, Clínio Freitas, Isabel Swan, Nelson Falcão, Marcelo Ferreira e Ronnie Senfft.

Antes da chegada à Cidade Maravilhosa, a chama Olímpica passará para um barco a remo conduzido por remadores da Marinha e será entregue em terra ao prefeito Eduardo Paes pelas mãos dos irmãos Grael. Paes será o primeiro condutor na cidade e passará a chama para Rebeca dos Santos, aluna do Ginásio Experimental Olímpico, escola pública modelo que fortalece os esportes na proposta pedagógica.

Dentro da lanterna, a chama segue de VLT (veículo leve sobre trilhos) até a estação da Cinelândia, no Centro, onde será recebida por Renato Sorriso – gari que se tornou símbolo mundial da simpatia carioca após ser flagrado sambando com uma vassoura enquanto trabalhava na limpeza do Sambódromo no carnaval de 1997. “Vou conduzir sorrindo, chorando, sambando, gritando e levando a mensagem de que a chama pode unir a população”, promete Renato.

Na Cinelândia, o primeiro dos cinco marcos Olímpicos espalhados pela cidade será revelado: uma estrutura revestida em pólvora que, ao ser tocada pela chama, formará o símbolo dos Jogos. Os outros quatro marcos estarão no Parque de Madureira, do Palácio 450, no Palácio da Cidade, em Botafogo, e na Praia de Copacabana.

Ainda no Centro do Rio, personalidades cariocas vão conduzir o símbolo Olímpico: a cineasta Carla Camurati nas portas do Theatro Municipal, onde foi diretora; e o garçom Orlando Duque, o mais antigo da Confeitaria Colombo, na Praça 15. "Posso dizer que treinei a minha vida toda para isso. Depois de ouvir tantas histórias dos meus clientes, terei uma inesquecível para contar”, disse Duque, há 65 anos na Colombo.

Após a primeira passagem pelo Rio, a chama Olímpica segue por municípios da Baixada Fluminense, e termina o dia em Nova Iguaçu. Hada Silva, de 62 anos, mora em Mesquita, mas conduz a tocha nesta quarta-feira no Rio. Ela trabalha há 23 anos com coleta seletiva. Ela conduz a tocha Olímpica ao lado de um grupo formado por representantes do Coletivo Reciclagem Coca-Cola. "Estou honrada em participar do revezamento, e representar o programa em um evento de tamanha grandeza", diz.
Copacabana também receberá a Tocha Olímpica

Simone Bacelar trabalha no NAU - Núcleo de Acessibilidade e Inclusividade, que busca soluções para possibilitar acesso à internet ao maior número possível de pessoas. Ela também está na lista de condutores. "Queremos favorecer todo mundo, tanto os que têm alguma deficiência física quanto aqueles que têm problema com baixa velocidade de conexão, por exemplo", explica. "Sempre acompanhei os revezamentos pela televisão, mas jamais imaginei que eu teria a chance de participar de um deles", diz.

Chega para ficar Na quinta-feira (4), feriado municipal no Rio, o dia é todo reservado à cidade. O revezamento acontece nos bairros da Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes, Campo Grande, Bangu, Padre Miguel, Realengo, Magalhães Bastos, Vila Militar, Deodoro, Vila Valqueire, Oswaldo Cruz, Madureira, Centro, Jardim Botânico, Lagoa, Ipanema e Copacabana.

Pela manhã, sete atletas Olímpicos participam de um revezamento em casa, a Vila Olímpica da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. Na sequência, o surfista Rico Souza, um dos maiores nomes do surfe no Brasil, também terá a chance de conduzir a tocha no quintal: em cima da prancha, na Praia da Macumba.

“Fico feliz de ser ali, na minha casa. É uma oportunidade única que me deram. Eu tenho treinado muito para dar tudo certo", contou ele, emocionado.

Em Madureira, Zona Norte do Rio, o restaurado Palácio 450 terá uma roda de samba desde 18h para receber os condutores que traduzem o amor da cidade pelo ritmo: Tia Surica e Monarco. Samba e futebol não faltarão no revezamento da tocha no Rio. O tom será dado por músicos como Arlindo Cruz, Diogo Nogueira e Martinho da Vila. Já o passe perfeito está garantido entre os campeões mundiais Cafu, Parreira e Zagallo.

A festa de celebração com acendimento da pira acontecerá na Praça Mauá. Para os cariocas e visitantes mais animados, o revezamento continuará pelas ruas da Zona Sul, terminando na Praia de Copacabana por volta de 23h30. No último dia de revezamento, na sexta-feira (5) por volta de 7h, a chama Olímpica sobe o Corcovado até a estátua do Cristo Redentor, onde será conduzida pela atleta Olímpica do vôlei Isabel e abençoada pelo cardeal arcebispo do Rio de Janeiro, dom Orani Tempesta.

Ainda na sexta-feira, a tocha circulará pelos bairros de Botafogo, Humaitá, Jardim Botânico, São Conrado, Leblon, Ipanema, Copacabana, Urca, Botafogo, Flamengo, Catete, Glória e Lapa. A programação inclui ainda uma visita a outro cartão-postal carioca, o Pão de Açúcar. À noite, a tocha finalmente acende a pira Olímpica no Estádio do Maracanã, marcando o fim da viagem de 95 dias pelo país e o início da primeira edição dos Jogos Olímpicos da América do Sul.

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