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terça-feira, 13 de setembro de 2016

Comitê Paralímpico Internacional e Rio 2016 fazem balanço e celebram o sucesso


Público recorde nos Jogos Paralímpicos foi comemorado pelo IPC
Com a primeira semana dos Jogos Paralímpicos Rio 2016 tendo se encerrado neste domingo com maciça participação do público nas arenas, o presidente do Comitê Paralímpico Internacional (IPC, na sigla em inglês), Philip Craven; o presidente do Comitê Organizador dos Jogos Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman; o diretor de comunicação do Rio 2016, Mario Andrada; e o chefe do departamento de mídia do IPC, Craig Spence, concederam, nesta segunda-feira, uma entrevista coletiva em que fizeram um balanço dos primeiros cinco dias do megaevento.

Os quatro falaram sobre temas que marcaram os Jogos até aqui, como o sucesso na venda dos ingressos, o envolvimento dos brasileiros com a competição, a participação inédita de atletas refugiados nas Paralímpiadas, o ótimo desempenho dos atletas, que quebraram diversos recordes e impressionaram por desempenhos superiores até mesmo ao dos atletas olímpicos.

"Esses são os Jogos do povo”, afirmou Philip Craven. “A ligação entre o espírito paralímpico e os cariocas está presente. Está fabuloso. Estou muito feliz”, disse o dirigente, que destacou a marcante vitória do argelino Abdellatif Baka, no domingo, nos 1.5000m, quando o corredor conquistou o ouro na classe T3 (para atletas com baixa visão) com um tempo de 3min48s29.

A marca, um novo recorde mundial e das paralimpíadas para a prova, é inferior aos 3min50 do norte-americano Matthew Centrowitz, que levou o ouro na mesma prova nos Jogos Olímpicos Rio 2016. “Os atletas da prova de 1.500m correram mais rápido do que nos Jogos Olímpicos, um feito fantástico. É uma conquista para esporte paraolímpico”, comemorou Philip Craven.

"Temos um número extraordinário de atletas, com recordes e performance que impressiona pelo desenvolvimento do esporte paraolímpico. Estou impressionado com a preparação dos comitês nacionais. Temos medalhas conquistadas por atletas de países dos cinco continentes. O movimento paralímpico vem tendo evolução no Brasil. Isso mostra um país aberto ao esporte olímpico e paralímpico", reforçou Carlos Arthur Nuzman.

Outro aspecto muito celebrado durante a conversa com os jornalistas diz respeito à venda de ingressos, que se aproximam da barreira dos 2 milhões de entradas, o que motivou públicos recordes no Parque Olímpico no fim de semana.

“Nós vendemos um total de 1.904.000 ingressos. Ontem (domingo, 11 de setembro), nós vendemos 40 mil entradas. O número de ingressos vendidos para o Parque Olímpico da Barra ontem foi de 162 mil. Hoje, o nosso último número era menos impressionante: 76 mil ou 61% das entradas disponíveis. Como vocês sabem, as crianças não estão de férias. Então, elas voltaram para as escolas. Para o Estádio Olímpico nós temos 41% de ocupação até agora, mas esse número ainda está em contagem”, disse Mario Andrada, que também fez um balanço dos recordes batidos até o momento nas Paralimpíadas.

Apesar do sucesso dos Jogos Paralímpicos do Rio, o IPC reconhece que incentivar o paradesporto em nível mundial ainda é um desafio. E quando isso se concretizar a presença de atletas nas Paralimpíadas será ainda maior.

“Dez países aqui participaram com 46% dos atletas. Os outros 54% vieram dos outros 149 países e do Time dos Refugiados. Quando se olha para essas estatísticas, fica claro o porquê de necessitarmos que mais atletas e de que mais países participem do esporte paraolímpico”, lembrou Craig Spence.

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