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quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Revezamento da Tocha Paralímpica é encerrado na orla do Rio


A Praia do Pontal, no Recreio, Zona Oeste do Rio de Janeiro, foi o ponto de partida da chama Paralímpica Rio2016, nesta quarta-feira, 7 de setembro, último dia do revezamento. Surfistas, ciclistas, banhistas e moradores do bairro saudaram a chama, que seguiu para a praia da Barra e, no início da tarde, percorreu as orlas do Leblon, Ipanema e Copacabana. Ao todo, mais de 180 condutores se revezaram ao longo de 25,34 km.


O paratleta Anderson Fonseca foi um dos primeiros condutores do dia. Das partidas de rua com a bola envolta num saco plástico para fazer barulho, ele chegou ao ouro em Atenas com a seleção brasileira de futebol de cinco. "Por meio do esporte, pude conhecer 12 países. Para mim, estar aqui é mais uma vitória", afirmou.

Os amigos Márcio Garibe e Geraldo Nogueira se encontraram para um programa diferente neste feriado: conduzir a chama Paralímpica. "Torço para que a consciência dos brasileiros mude a partir dos Jogos Paralímpicos", disse Márcio, que é empresário. "Quero representar todas as pessoas com deficiência que não são atletas, mas são os atletas da vida, lutando para vencer os próprios desafios", afirmou Geraldo, advogado e presidente da Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência da OAB-RJ.

No início da orla da Barra da Tijuca, Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Rio 2016, e Bernard Rajzman, membro do Comitê Olímpico Internacional, conduziram a tocha Paralímpica.

O casal Trevor e Juliette Woolf escolheu um nome diferente para o filho: Rio. E as coincidências não param por aí. O menino, que teve a parte inferior da perna direita amputada ainda bebê, decidiu se tornar atleta depois dos Jogos Paralímpicos Londres 2012. Hoje Rio está com 8 anos e acompanhou sua mãe, que conduziu a tocha na Praia da Reserva. "Estar hoje com vocês é uma honra para a gente. Esperamos que este momento inspire outras pessoas com deficiência a alcançarem as estrelas", disse a mãe Juliette.

Um dos maiores astros da MPB, o cantor e compositor Hebert Vianna, conduziu a chama Paralímpica na praia da Barra. "Dedico isso a todo mundo que está sentado ou deitado e às pessoas que ajudam alguém com deficiência", disse.

Embaixador dos Jogos Paralímpicos Rio 2016, o ator Paulo Vilhena foi um dos condutores desta manhã. “Desejo boa sorte aos nossos atletas e que nos representem com todo amor e carinho. A nação Brasileira precisa de vocês”, declarou.

No início da tarde, o Revezamento da Tocha Paralímpica foi à orla do Leblon. Animados com a chegada da chama, muitos banhistas cercaram os condutores para tirar fotos. A Embaixadora dos Jogos Paralímpicos Cleo Pires também participou do revezamento na praia de Ipanema. "Espero que os atletas Paralímpicos nos inspirem sempre. Queria ter a metade da motivação deles”, confessou a atriz.

Copacabana foi o último bairro a receber a chama Paralímpica. O nadador Tiago Sampaio, que tem Síndrome de Down, encerrou o revezamento pelas cinco regiões do país. A chama Paralímpica foi levada em uma lanterna para o Maracanã, onde irá brilhar na cerimônia de abertura dos Jogos.

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