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quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Tocha Paralímpica inicia sua viagem pelo Brasil na capital federal


O Revezamento da Tocha Paralímpica Rio 2016 começou sua viagem pelo Brasil nesta quinta-feira, dia 1 de setembro, em Brasília. A chama foi acesa em cerimônia no Parque da Cidade Dona Sarah Kubischek, a partir da energia acumulada por mensagens positivas enviadas por pessoas de todo o mundo, por meio da hashtag #ChamaParalímpica.



Na capital federal, a chama simboliza a igualdade, lembrando que o esporte pode quebrar as barreiras sociais de discriminação das pessoas com uma deficiência.

Ulisses Araújo, professor da Secretaria de Educação e fundador da Associação de Centro de Treinamento de Educação Física Especial, foi o mensageiro desse valor Paralímpico. "A chama de Brasília é a primeira acesa no Brasil. Assim como nossa cidade inicia o revezamento, a igualdade é nosso ponto de partida no esporte e na vida", disse Ulisses.

Depois de acender a tocha na pira de celebração, Ulisses entregou a chama para o atleta Cláudio Silva. Ele fez parte da equipe de voleibol sentado que conquistou a medalha de ouro no Parapan de 2007. "Sempre quis participar dos Jogos Paralímpicos e, hoje, realizei esse sonho ao conduzir a tocha. Estou fechando com chave de ouro uma carreira vitoriosa", comemorou.

O revezamento seguiu para o Parque das Garças. De lá, fez uma visita à unidade da Rede Sarah, no Lago Norte, onde foi conduzida em um barco adaptado pela velejadora Ana Paula Bech. Em julho, ela participou do Campeonato Mundial na Holanda. "A vida do atleta Paralímpico não termina sem vitória, porque é sempre feita de superação", afirmou.

A chama foi também ao Instituto Cultural, Educacional e Profissionalizante de Pessoas com Deficiência do Brasil (Icep). Suede Leite, gestor social da entidade, ressaltou a importância do valor de Brasília: "Fiquei muito feliz ao saber que o lema da cidade era igualdade, algo pelo qual lutamos todos os dias”, disse.

Foi dada a largada no kartódromo de Brasília! O assistente social Paulo Beck conduziu a chama a bordo de um kart adaptado. Ele foi dirigente da delegação Paralímpica em Barcelona 1992. "De lá para cá, a estrutura do esporte Paralímpico melhorou muito no país", conta. Hoje, ele curtiu o momento de condutor/piloto: "É uma honra ter esse momento em um esporte inusitado, que normalmente pessoas com deficiência não praticam. Não há limite para nenhum tipo de ser humano, só o que a gente ou a sociedade nos impõe".

Antônio Padilha foi o último condutor do dia. Professor de engenharia elétrica da Universidade de Brasília, ele realiza pesquisa e desenvolvimento de tecnologia para a pessoa com deficiência motora, como próteses robóticas e sistemas para auxílio ao exercício físico usando estimulação elétrica neuromuscular. “Todas as pessoas com deficiência batalham muito no dia a dia. E, às vezes, ainda mais, quando escolhem o esporte como trabalho", disse Padilha, que atualmente coordena o Projeto EMA (Empowering Mobility & Autonomy), que concebeu um triciclo assistido por estimulação elétrica.

Nesta sexta-feira, o Revezamento da Tocha Paralímpica Rio 2016 segue para Belém (PA). A cerimônia de acendimento da chama será realizada às 11h na Fundação ProPaz, na Praça Dorothy Stang.

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