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sexta-feira, 1 de junho de 2018

Vai começar mais uma....


Leonardo Siqueira

Daqui a 13 dias começa mais um espetáculo da terra. Mais uma Copa do Mundo. Talvez pela distância e pelo momento que vivemos no nosso país, não vimos tanta mobilização como foi há quatro anos, quando havia "manifestantes" pró-Copa e contra Copa. Alguns queriam e achavam divertido a possibilidade não só de assistir o Brasil como outros países jogando e outros clamavam por mais educação e saúde, coisas que sempre faltaram com ou sem Copa.

Eu confesso que adoro. Assisto todos os jogos de ponta a ponta, faço bolão, coleciono figurinhas e procuram comprar todos os artigos ligados ao evento. Mais uma vez estarei em frente à TV, uma das minhas lástimas, porque meu sonho mesmo era estar lá, inloco, vendo os bastidores antes e depois das partidas, mas mesmo de longe acompanharei e acredito que será sensacional.

A Rússia é um país atípico, muitos dizem um Brasil na Europa. Assim como nós gastaram horrores e superflacionaram os valores dos estádios. Ameaças? Até tiveram como uma possível guerra e um cancelamento. Mas, foi tudo superado e agora é esperar a bola rolar para ver os craques desfilarem pelos campos russos, que um dia foram de concentração e muitas mortes.

Estarei aqui e tentarei fazer um diário para que vocês possam acompanhar a Copa de uma maneira diferente e emocionante. Gostaria de fazer um resumo como meu colega Daniel Kaz fez de a Copa a Copa, que acompanhei. Mas, vou resumir.

Bom, a primeira que me lembro que assisti foi a de 1982, tinha já seis anos e chorei pela derrota diante da Itália de Paolo Rossi, fato que anos depois fui entender porque o Brasil foi eliminado: O regulamento era diferente do atual. Quatro anos mais tarde e vi meu pai sofrer com os pênaltis diante da França. Ele nunca mais assistiu disputa de pênaltis. Em 1990, já com meus 14 anos, vi o vizinho nosso em Itaipava xingar o Maradona que nos eliminara nas oitavas de final.

Em 1994, 18 anos e a glória. Eu e meu pai, na sala da casa dele. E o que aconteceu? Pênaltis. Ele até tentou ver, mas quando Márcio Santos perdeu o primeiro saiu da sala. Eu chorei mais quando o Taffarel pegou um deles do que com o título. No tetra fiquei atônito. Em 1998, já era um estudante de jornalismo, sonhava com a cobertura de uma e vi a frustração de meus amigos diante da França de Zidane.

Para terminar em 2002, Copa de Madrugada, café da manhã na casa da tia e mais um título para o Brasil. Ainda me revoltei e como jornalista esportivo sempre usei as Copas para aprender geografia, conhecer bandeiras e hinos, comecei a torcer contra nossa seleção. Em 2006, deu Itália (minha primeira paixão), em 2010, minha querida Espanha e 2014, fui como torcedor de Portugal nos estádios e o final já sabemos 7 a 1 e não se fala mais nisso. Vamos a 2018!!!!

1 comentários:

Ana Claudia Castro disse...

Ótimo texto!!!Bora pra mais uma copa.